domingo, abril 30, 2006

Terminou hoje a Assembleia da Família e dos Leigos (30.04.2006)

CONCLUSÕES
DA ASSEMBLEIA ANUAL ORDINÁRIA DAS COMISSÕES EPISCOPAIS DO APOSTOLADO DOS LEIGOS E DA PASTORAL FAMILIAR


Reunida de 28 a 30 de Abril de 2006 a 5ª Assembleia Ordinária das Comissões Episcopais do Apostolado dos Leigos e da Pastoral Familiar presididas por Sua Excelência Reverendíssima D. Gabriel Mbilingi, Bispo do Luena, Vice-Presidente da CEAST e Presidente das duas Comissões, teve como participantes leigos católicos das distintas dioceses do nosso País e demais leigos comprometidos como deputados, governantes, magistrados, políticos, economistas, médicos, enfermeiros e professores, sacerdotes e religiosos(as), assistentes espirituais das referidas comissões diocesanas. A referida Assembleia debateu os seguintes temas: A Família e a Acção Política dos Cristãos Católicos no Actual Contexto de Angola; Doenças Sexualmente Transmissíveis – Perspectiva religiosa; A Transmissão da Fé na Família e a Formação aos Sacramentos.
Os participantes a esta Assembleia chegaram às seguintes conclusões:


1. Doenças Sexualmente Transmissíveis – Perspectiva religiosa

O Concílio Vaticano II salienta entre vários assuntos fundamentais dentro do lar o amor conjugal e a paternidade responsável para uma sadia convivência física e espiritual humana. Assim:

a) As famílias devem reorientar a sua vida no amor e na caridade evitando os actos atentatórios como a infidelidade, a poligamia, o adultério, a promiscuidade, etc., que constituem dentre outras a causa maior de doenças sexualmente transmissíveis.

b) Sendo o matrimónio um sacramento abençoado por Deus, os pais casados devem preservar uma fecundidade baseada no amor e como sinal de compromisso devem estar unidos até à morte.

c) A Assembleia regozijou-se com a mudança de propaganda adoptada pela Rádio e TV sobre os meios para se evitar o contágio do HIV-SIDA


2. A Família e a Acção Política dos Cristãos Católicos no Actual Contexto de Angola

A política visa a procura do bem comum de uma determinada sociedade. Sendo a família o núcleo essencial da sociedade, não há acção política sem esta componente. Assim:

a) Os fiéis leigos devem encarar a acção política como uma vocação ao serviço dos outros mas sempre inspirados nos ensinamentos do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja.

b) O compromisso político do cristão não alude apenas a uma actividade política explícita, como a militância num partido político ou o desempenho de um cargo do Estado, mas também ao exercício da cidadania, libertando-se do exclusivismo e do fanatismo.

c) O fiel leigo comprometido com a política deve, na sua acção, transformar a política num fórum credível, com vista à integração da comunidade em que está inserido.


3. A Transmissão da Fé na Família e a Formação aos Sacramentos

A família cristã tem a grande responsabilidade de viver e transmitir a fé como consequência do profundo amor existente entre os cônjuges, imagem do amor de Cristo com a sua Igreja. Assim:

a) A essência do matrimónio é a mútua e perpétua comunhão entre os cônjuges em todos os momentos da vida, na alegria e na tristeza onde o perdão e o diálogo devem ser uma prática permanente.

b) Sendo o matrimónio sinal, expressão, manifestação ou sacramento do amor de Deus revelado em Cristo, um amor fiel, perene, para sempre é inquestionável a sua indissolubilidade.

c) A união do casal na sua vida familiar deve manifestar-se numa vontade comum de apostolado através da oração, da prática e frequência aos sacramentos, no trabalho social e nas actividades de promoção humana.

d) “A família é a grande escola fundada por Deus para a educação do género humano” (Gotthold Ephraim Lessing), daí a necessidade das nossas famílias imitarem a concórdia, a capacidade de doação e o amor da Sagrada Família de Nazaré.

e) É recomendada a necessidade de uma educação e formação integral dos filhos para que estes sejam no amanhã o modelo e continuidade dos pais.


* Na sequência do tema foi vista, uma vez mais, a necessidade de se definir os mecanismos referentes a assistência social ao clero e consagrados.



Luanda, aos 30 de Abril de 2006


Os Participantes

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